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Controle de acessos no Git simples e seguro com Gitosis

14 de fevereiro de 2010 6:13 pm · Tags: ,,,,,,

Existem algumas formas de se fazer controle de acesso no GitW, a forma mais simples é criar o repositório com acesso a um grupo e adicionar os usuários com acesso a esse grupo. Se um grupo apenas não for suficiente para gerenciar os acessos ao repositório pode ser possível utilizar ACL’s.
O único problema desse esquema é que exige que cada usuário tenha acesso SSHW ao servidor e isso muita das vezes não é interessante para o administrador do servidor.

Outra forma de se fazer o controle de acesso é através de WebDAVW. A vantagem é que nesse caso o gerenciamento dos usuários é feito através de um arquigo que deve ser gerado e atualizado com o utilitário htpasswd (htpasswd2 em algumas distribuições como o Gentoo), porém para executar o WebDAV é preciso um servidor web como o Apache ServerW ou LighttpdW.
Se sua escolha for pelo WebDAV, o HowToW disponível na própria documentação do Git ou em http://www.kernel.org/pub/software/scm/git/docs/howto/setup-git-server-over-http.txt explica como fazer.

Uma forma mais simples e segura é utilizar o Gitosis. Sua principal vantagem é ser executado via ssh através de autenticação via chave pública, porém utilizando uma única conta compartilhada cujos comandos disponíveis são limitados.

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Memcached, optimizando aplicações PHP com cache em memória

13 de janeiro de 2008 11:42 am · Tags: ,,,

Aplicações de grande porte tendem a passar por problemas de performance, por N motivos como o crescimento do número de usuários simultâneos, complexidade da lógica, cresicmento da base de dados, dentre outros.

Geralmente o primeiro passo a seguir quando uma aplicação está com a performance degradada é tentar detectar no código os problemas de performance e corrigi-los. Em caso de aplicações WEB um sistema de cache como o do PHP Smarty pode ajudar e quando isso não for o bastante pode ser possível partir para a clusterização dos servidores.

Quando o problema está na base dados, a solução comumente utilizada é clusterizar a base, geralmente adicionando servidores slave que se por um lado melhoram o tempo de resposta de consultas a base, por outro lado perdem no momento da escrita, pois cada nó do cluster deve ser atualizado.

Pensando nesses problemas, Brad Fitzpatrick desenvolveu um sistema de cache em memória distribuido. Fitzpatrick se deparou com o problema de rápido cresicmento da audiência do site LiveJournal.com. Ao chegar a casa dos 20 milhões de usuários por dia, clusters de servidores web e de banco de dados já não eram mais suficientes, e então o Memcached surgiu garantindo rápido acesso aos dados e melhor utilização de recursos.

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Optimizando a compilação com ccache e distcc

27 de junho de 2007 9:35 pm · Tags: ,,,

Se sua rede tem 1 ou mais estação(ões)/servidore(s) Gentoo, está mais do que na hora de acelerar a compilação dos softwares. Duas opções estão disponíveis para rapida instalação, são elas: distcc e ccache.

ccache

O ccache, como o próprio nome já diz, tem por objetivo fazer cache de código C compilado durante uma instalação de software, para que numa próxima compilação ele possa ser reutilizado, economizando assim tempo e processamento. Seu funcionamento é análogo aos servidores proxys mais fomosos como o squid por exemplo.

Instalação

A instalação do ccache é bem simples e exige apenas 3 passos que são respectivamente, instalar o ccache, definir o tamanho máximo do diretório de cache e editar o arquivo make.conf adicionando a palavra ccache no parâmetro FEATURES.

# emerge ccache
# ccache -m 2G (define o tamanho máximo de 2 Gigabytes para o diretório do ccache)
# vim /etc/make.conf

FEATURES="ccache"

Uso

Uma vez instalado, basta começar a instalar novos programas para se beneficiar do uso do ccache. Vale observar que a primeira compilação após instalação do ccache pode demorar um pouco mais do que o normal já que o cache está sendo iniciado, no entanto as compilações seguintes deverão ser graduativamente aceleradas conforme o conteúdo do cache for sendo gerado.
Para certificar-se de que o ccache está sendo utilizado, basta executar o comando ccache -s e verificar se o mesmo está sendo utilizado.

# CCACHE_DIR=/var/tmp/ccache ccache -s (o diretório do cache do portage deve ser especificado)

distcc

A distcc distribui a compilação do código C entre hosts participantes da rede, acelerando assim o processo de compilação. A distcc faz uso do recurso de compilação pararela distribuindo cada “trabalho” entre os diversos hosts de compilação disponíveis. Sendo assim, programas que não podem ser compilados pararelamente não podem fazer uso da distcc, ao menos não sem nenhum trabalho adicional.

Instalação

A instalação da distcc é simples e exige basicamente a instalação do pacote distcc. Esse pacote deve ser instalado em todas as máquinas, sejam elas clientes ou servidores do serviço.
As maquinas que forem atuar como compiladores da rede devem ter o daemon da distcc rodando em background.

# emerge distcc
# rc-update add distccd default

As maquinas clientes precisam de um pacote a mais para gerenciar o uso da distcc, além de configuração adicional no arquivo make.conf

# emerge distcc
# emerge distcc-config
# vim /etc/make.conf

MAKEOPTS="-jN"  (onde N é o número de CPUs compiladoras + 1, é comum usar esse número X 2)
FEATURES="distcc"

# distcc-config --set-hosts "localhost maquina1 maquina2" (define as maquinas participantes da compilação, inclusive a maquina local se desejado)

É altamente recomendado que as maquinas participantes utilizem a mesma versão da GCC. Não há problemas em misturar versões como 4.1.x e 4.1.y, no entanto misturar versões como 4.x.y e 4.z.w, 3.x.y e 4.z.w ou outras combinações pode gerar diversos problemas ou até mesmo impossibilitar a compilação do software.

Uso

Assim como o ccache, a distcc é usada transparemente pelo portage e uma vez que estiver instalada basta começar a compilar software para se beneficiar de seu uso. O status atual da distribuição da compilação pode ser verificado com o comando distccmon-text na maquina cliente.

# DISTCC_DIR="/var/tmp/portage/.distcc/" distccmon-text N (onde N é o número de segundos de atualização da tela)

Se a distcc for usada junto com o ccache é necessário especificar o ccache antes da distcc no parâmetro FEATURES

Compilação cruzada

Na configuração padrão da distcc não é possível compilar para arquiteturas diferentes da utilizada pela máquina onde está instalada distcc, se você quiser compilar código para amd64 é necessário que todas as máquinas participantes da compilação utilizem arquitetura amd64 por exemplo. Uma forma de contornar essa limitação é a compilação cruzada, ou seja, compilar para uma arquitetura diferente da arquitetura do compilador utilizado. Dessa forma é possível utilizar uma estação x86 para compilar programas para uma estação ppc ou sparc.

Instalação

Instalar um ambiente de compilação cruzada é fácil no entanto um pouco demorado. O pacote crossdev cuida do recado e basta indicar a arquitetura desejada para que ele gere todos os programas necessários para a compilação (binutils, gcc, glibc, etc).
No caso abaixo, uma estação i686 é configurada para compilar software para arquitetura amd64.

# emerge crossdev
# crossdev -t x86_64 (onde x86_64 é a arquitetura em que os programas devem ser gerados)

Desative o ccache e a distcc para compilar os compiladores

A instalação da distcc cria um diretório com links dos compiladores para o binário da distcc que cuida de distribuir os processos, no entanto como muitos programas chamam os compiladores diretamente por c++, gcc, etc ao invés de x86_64-pc-linux-gnu-gcc é necessário acertar os links de modo a apontar para o compilador da arquitetura correta. Um simples script e alguns links resolvem o problema.
Crie um novo script com o nome equivalente a variavel CHOST da arquitetura desejada, por exemplo x86_64-pc-linux-gnu-wrapper pra amd64 ou sparc-unknown-linux-gnu-wrapper para arquitetura sparc, e insira as linhas abaixo lembrando-se de alterar os valores para a arquitetura correta:

# cd /usr/lib/distcc/bin
# rm c++ g++ gcc cc
# vim x86_64-pc-linux-gnu-wrapper

#!/bin/bash
exec /usr/lib/distcc/bin/x86_64-pc-linux-gnu-g${0:$[-2]} "$@"

Em seguida, dê permissão de execução no script e refaça os links.

# chmod a+x x86_64-pc-linux-gnu-wrapper

# ln -s x86_64-pc-linux-gnu-wrapper c++
# ln -s x86_64-pc-linux-gnu-wrapper cc
# ln -s x86_64-pc-linux-gnu-wrapper g++
# ln -s x86_64-pc-linux-gnu-wrapper gcc

Pronto, agora é só adicionar o host na lista de hosts da distcc das demais máquinas e começar a compilação.
Caso necessário compilar para outra arquitetura basta instalar os novos compiladores e refazer os links para a nova arquitetura.

Referências

PHP Conference 2006 – PhpGtk2

1 de dezembro de 2006 9:40 am · Tags: ,

Começou hoje o PHP Conference 2006 em São Paulo na Universidade São Marcos. O evento que já conta com mais de 500 cadastrados é inédito no Brasil e o conteúdo das palestras promete ser excelente.

A primeira palestra que assisti foi sobre PhpGtk2 e diga-se de passagem foi muito boa pois não tinha idéia de que o GTK tinha amadurecido tanto.

O PhpGtk é uma biblioteca para integrar o GTK ao PHP de modo a criar aplicativos reais (não WEB).

A criação de formulários (telas) é bem simples, embora um pouquinho trabalhosa se for feita diretamente “na mão”, no entanto é possivel usar o Glade, que por sinal também melhorou e muito.

Com o PhpGtk é possível por exemplo abstrair toda a interface gráfica gerando através do glade (ou “na mão” se preferir) um arquivo xml que posteriormente será carregado pela classe GtkGlade durante a sua inicialização, possibilitando inclusive uma fácil modificação posterior.

Particularmente, já experimentei usar a biblioteca Gtk alguns anos atŕas em conjunto com a linguagem python (pygtk), no entanto naquela época era bem chatinho criar as telas, posicionar os objetos, etc,…, mas é claro, nada que atrapalhasse/dificultasse o desenvolvimento.

Hoje, com o excelente suporte a OO (Orientação a Objetos) do PHP5 e a facilidade de criação de “telas” com o Glade/Gtk é possível criar aplicativos atraentes e funcionais de maneira fácil e rápida como era (e ainda é para alguns) feito em IDEs de desenvolvimento como Delphi e Visual Basic (argh!), sem contar na vantagem da portabilidade uma vez que o PhpGtk está disponível para os mais importantes SO’s como Linux, MacOS, BeOs e claro, o ainda usado Windows (argh outra vez).

Vida longa para o PhpGtk!

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