O Xen é um dos paravirtualizadores mais famosos do mercado e seu uso está cada vez mais difundido a cada dia que se passa.
Configurar uma instalação básica do Xen nas principais distribuções não é muito difícil e no Gentoo não é diferente. Em geral o processo envolve instalar um kernel customizado no dom0 (a “máquina real”), e instalar os utilitários do Xen também no dom0. Se a CPU em questão tiver suporte a virtualização (flag svm em arquitetura AMD, ou vmx em arquitetura Intel) é possível utilizar para os domU’s (as “máquinas virtuais”) qualquer versão de Kernel ou de Sistema Operacinal, não necessitando que o mesmo tenha sido previamente preparado (patch) para utilização sob o Xen.
Caso a CPU não tenha suporte a virtualização, é necessário utilizar um Sistema Operacinal ou Kernel devidamente adaptado, o que não costuma ser uma tarefa muito complicada visto que as principais distribuições já orefecem pacotes prontos. No Gentoo apenas é necessário compilar uma versão do mesmo kernel utilizado no dom0 porém com os devidos recursos que dão suporte a inicialização e execução do domU.
Até ai, tudo corre muito bem, sem muitos problemas, no entanto, quando é necessário utilizar uma versão específica de kernel para o domU é que o problema começa, principalmente se for necessário utillizar uma das versões mais recentes do kernel, visto que os patches de suporte ao Xen não costumam ser disponibilizados com a mesma frequência que novas versões do kernel.
Felizmente desde a versão 2.6.23 o kernel vanilla (padrão) do Linux conta com suporte nativo a virtualização, possibilitando que o mesmo seja iniciado como um domU sob o Xen. Para tanto é necessário habilitar no kernel as seguintes opções:
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Tags: Gentoo,Linux,Virtualizacao,XEN
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